← Blog

RD Station ou Mailchimp: qual escolher (e o que pode dar errado na migração)

André Luar Schumacher da CostaFundador da Customer Dev · LinkedIn

A pergunta costuma aparecer em dois momentos: quando a fatura da ferramenta de e-mail cresce mais rápido do que a base, ou quando a empresa descobre que tem duas ferramentas rodando ao mesmo tempo, cada uma com uma parte dos contatos. Acontece mais do que parece em empresa que cresceu juntando equipes, marcas ou projetos.

Não existe resposta universal. Existe a ferramenta certa para o jeito como a sua empresa usa o e-mail.

A diferença que mais pesa: como cada uma cobra

RD Station Marketing cobra por faixa de contatos na base e, nos planos mais completos, costuma pedir fidelidade anual. O preço inclui um conjunto grande de recursos de automação comercial: pontuação de leads, fluxos de nutrição e integração com o funil de vendas.

Mailchimp cobra pelo número de contatos nas audiências, e aqui mora a armadilha mais comum: contatos descadastrados continuam contando na fatura, e o mesmo e-mail em duas audiências é cobrado duas vezes. Uma base que nunca passou por limpeza pode estar pagando por milhares de pessoas que nem recebem mais nada.

Antes de comparar preço de tabela, faça a conta com a sua base real: quantos contatos ativos, quantos descadastrados e quantos repetidos entre listas.

Quando o RD Station faz mais sentido

  • A empresa vende com funil: o lead entra, é nutrido, pontuado e passado para o vendedor.
  • O marketing precisa conversar com o CRM de vendas e medir o que virou oportunidade.
  • A equipe quer suporte em português e uma ferramenta pensada para o mercado brasileiro.

Para uma empresa B2B com time comercial, os recursos de automação costumam pagar a diferença.

Quando o Mailchimp faz mais sentido

  • O e-mail é comunicação recorrente: newsletter, conteúdo e comunicados, sem funil de vendas por trás.
  • Quem opera é uma equipe de conteúdo, que valoriza um editor simples e modelos prontos.
  • A organização é sem fins lucrativos, que tem desconto no plano.

Para quem manda newsletter toda semana e não usa automação comercial, pagar por ela não faz sentido.

Se a decisão for migrar: onde costuma dar errado

Migrar uma base de e-mail parece exportar e importar uma planilha. Os problemas aparecem depois, e quase sempre em silêncio:

  • Descadastrado voltando a receber. É o erro mais grave de uma migração: além de irritar quem pediu para sair, é problema de LGPD.
  • O mesmo contato pago duas vezes. Bases juntadas sem critério repetem gente e inflam a fatura da ferramenta nova.
  • Captação parada sem ninguém saber. Formulários e integrações esquecidos seguem mandando contatos para a ferramenta antiga, e a falta só aparece meses depois.
  • Cancelamento antes da hora. É o único passo sem volta, e contrato com fidelidade pode cobrar a diferença.

Uma migração bem feita evita os quatro, e a sua base chega inteira do outro lado.

A pergunta que vem antes de tudo

Às vezes a resposta certa é não migrar. Se a ferramenta atual atende e o custo está sob controle, migrar é gastar energia para chegar ao mesmo lugar. A migração se paga quando há duas assinaturas para o mesmo trabalho, quando a fatura cresce por contatos que não deveriam estar lá ou quando a ferramenta não faz o que a operação precisa.

E se o problema é outro, porque os seus e-mails estão indo para o spam, comece por aqui: e-mail da empresa caindo no spam: o que fazer.

Fazemos a migração e a operação de e-mail marketing, do diagnóstico da base ao envio de cada edição, sem perder contato e com os descadastros preservados. Uma conversa de 30 minutos costuma bastar para saber se, no seu caso, vale migrar.